VÍDEO MEMÓRIA

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Síndrome de Burnout

O QUE É A SÍNDROME DE BURNOUT

Quais são os sintomas da Síndrome de Burnout?
A palavra síndrome designa um conjunto de sintomas, que podem ser físicos, psíquicos, de comportamento etc. No caso da Síndrome de Burnout, os sintomas mais expressivos são: crescimento da fadiga constante, distúrbios de sono, dores musculares, dores de cabeça e enxaquecas, problemas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares. Em mulheres, as alterações no ciclo menstrual são um sintoma físico importante. Além desses, existem sintomas psicológicos como: dificuldade de concentração, lentificação ou alteração do pensamento, sentimentos negativos sobre o viver, trabalhar e ser, impaciência, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, depressão, em alguns casos paranoia.

A partir desses sintomas, o sujeito acometido pela Síndrome de Burnout desenvolve comportamentos como: negligência ou perfeccionismo, agressividade nas relações cotidianas, perda da flexibilidade emocional e da capacidade de relaxar e planejar. Além disso, tende ao isolamento, à perda de interesse pelo trabalho e outras atividades.
Quais podem ser as causas?
As causas da Síndrome de Burnout compreendem um quadro multidimensional de fatores individuais e ambientais, que estão ligadas a uma percepção de desvalorização profissional. Isso significa dizer que não se pode reduzir a causa a fatores individuais como a personalidade ou algum tipo de propensão genética. O ambiente de trabalho e as condições de realização deste podem também determinar o adoecimento ou não do sujeito.
Alguns autores afirmam que a configuração do caso de Burnout passaria por estágios que vão desde uma necessidade de autoafirmação profissional, passando por estágios comuns de intensificação da dedicação ao trabalho que, levada a consequências extremas, resultaria no esgotamento característico da síndrome. Entre outros estágios, podemos destacar o caminho que passa pelo descaso crescente com relação às atividades de cuidado de si, como comer e dormir, acompanhado por um recalque de conflitos, caracterizado pelo não enfrentamento de situações que incomodam e pela negação dos problemas. Além desses, o sujeito passa por um processo de reinterpretação que faz com que coisas importantes sejam descartadas como inúteis.
Nesse quadro, já se pode falar em uma espécie de despersonalização, uma vez que o sujeito age de formas tão distintas que se torna “outra pessoa”, marcada por sinais de depressão, desesperança e exaustão, ou seja, uma espécie de colapso físico e mental que pode ser considerado quadro de emergência médica ou psicológica.

Quais são os tratamentos possíveis?
Como a grande maioria dos casos de adoecimento psicológico com consequências de somatização, o tratamento da Síndrome de Burnout deve compreender uma estratégia multidisciplinar: farmacológico, psicoterapêutico e médico. É sempre importante ressaltar a relevância de um diagnóstico realizado de maneira competente, para que não se cometam erros, como a confusão entre Burnout e Depressão, bastante comum nos estágios iniciais, pela similaridade de sintomas.

Com relação ao uso de medicamentos, o tratamento normalmente associa-se a antidepressivos e ansiolíticos. Este tratamento deve estar vinculado ao acompanhamento psicológico, que potencializa os efeitos do uso de medicamentos através da ressignificação e da retomada dos sentidos da história de vida do sujeito. Além desses, o acompanhamento médico e a alteração de hábitos são dimensões importantes. O encaminhamento para novas práticas cotidianas como exercícios físicos e de relaxamento é de extrema importância.
Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo

sábado, 19 de agosto de 2017

SAÚDE E TRABALHO

SAÚDE E TRABALHO PODEM CAMINHAR JUNTOS?



MUITAS VEZES, OS PROBLEMAS DE SAÚDE SÃO ASSOCIADOS À MÁ QUALIDADE DE VIDA E AO ESTRESSE DO TRABALHO. TRANSFORMAR A REALIDADE E FAZER A DIFERENÇA EM UMA ATIVIDADE COM A QUAL A PESSOA SE IDENTIFICA PODE SER A CHAVE PARA A CONQUISTA DA SAÚDE.


Nos dias de hoje, dois grandes conjuntos de problemas parecem despertar a atenção das pessoas quando pensam em trabalho: problemas de desempenho e de saúde. O primeiro tem impacto imediato nos sistemas de gestão, pois o desempenho é uma das principais formas como as pessoas contribuem para o desenvolvimento das organizações e de suas próprias carreiras.




Quando há dificuldades de desempenho, resultados são ameaçados. Sempre que isto ocorre, dispara-se uma corrida para identificar as causas do problema e a melhor forma de resolvê-lo. Em geral, há investimento e estímulo nas organizações para a instauração de programas de melhoria contínua e monitoramento sofisticado dos níveis de aproveitamento. Basta ver o quanto se gasta somente com treinamento e desenvolvimento de funcionários.


Mesmo sendo graves, os problemas de saúde nem sempre afetam diretamente os resultados e não costumam ser tratados em regime de urgência. Infelizmente, muitas pessoas os associam com os velhos e batidos rótulos da qualidade de vida e do estresse, diminuindo sua gravidade, ou, ainda pior, transferindo a responsabilidade da recuperação para a própria vítima (estresse se cura com um bom fim de semana longe do trabalho, por exemplo).



Sofre-se pelo coletivo, mas cura-se pelo individual. Tentando agir de forma diferente, muitas empresas criam “ofurôs corporativos” na expectativa de maquiar problemas que elas mesmas geram, mas não têm interesse de resolver. Em geral, isto implica em trade-offs que as empresas não estão dispostas a assumir, por exemplo, negociar mudanças nos critérios de desempenho e produtividade em nome de um maior equilíbrio entre trabalho
 POR PEDRO F. BENDASSOLI     -     MAIS INFORMAÇÕES ACESSEM>>>